À espera de Teodora
Casal de Homossexual recebe autorização da Justiça e entra na fila de adoção por uma menina
O casal homossexual Doriva Pereira de Carvalho Júnior, 42 anos, e Vasco Pedro da Gama Filho,33, define-se como "grávido" de uma menina. A "gestação" começou 3 de junho de 2005, quando a Justiça de Catanduva, cidade no interior de São Paulo, os autorizou a entrar na fila de adoção. "Como todo relacionamento, o nosso também teve fases. Namoramos, Casamos e sentimos a necessidade de dar continuidade à nossa relação", conta Júnior. Foram então pedir permissão a justiça. A rápida decisão favorável os surpreendeu.
Vasco e Júnior são cabeleireiros colunistas sociais e donos de uma agência de modelos na cidade. Eles entraram com os papeis em dezembro passado. Era a segunda tentativa.Em 1998 tiveram o mesmo pedido indeferido.
No Brasil, a lei não permite a adoção de duas pessoas do mesmo sexo. O pedido da adoção sai no nome de um do companheiros mas a condição sexual e de casal consta no laudo enviado ao promotor e ao juiz. Essa situação é no mínimo estranha. Aos olhos da Justiça, o casal não existe, apesar de existir. "Acho uma hipocrisia não poder entrar com pedido em nome dos dois. É a Justiça enxerga a realidade" condena Maria Berenice Dias, desembargadora do Tribunal de Justiça situações como essa, diz a magistrada, geram uma série de limitações para a vida do casal e da criança.
A decisão da Justiça de Catanduva acompanha uma tendência mundial em favor do reconhecimento dos direitos dos homossexuais. Ana Carolina
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